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As especulações não param; quais serão os
lançamentos para 2007? Virá uma Twister 300 com
injeção eletrônica? A Honda vai lançar a 400 nova,
tipo naked para se colocar entre a Twister e a
Hornet 600? E a Yamaha e Suzuki?. Além da já
confirmada e esperada XTZ 250, com injeção
eletrônica, e a da Neo 135 virá outra surpresa? A
J.Toledo voltará a importar a Intruder 250? E a GSR
600, virá substituir a Bandit 650?
Começando
pelas certezas: a Yamaha já tem data para seus dois
lançamentos 2007. Desde o lançamento da Fazer, em
2005, já se espera a chegada da versão fora de
estrada. Isso não é nenhum mistério. Porém fica a
dúvida: qual versão? No Japão a XT 250X, estilo
supermotard, já está sendo comercializada desde o
começo de 2006. Ela usa o motor da Trikker 250, uma
espécie de enduro/trial feita exclusivamente para o
mercado japonês. Aliás, o motor da nossa Fazer é o
mesmo da Trikker, mas com injeção eletrônica.
Qual versão seria lançada? A XTZ 250 ou a XT 250X.
Segundo fontes não oficiais, a versão supermotard já
foi descartada porque pesquisas de mercado apontam
que o brasileiro não aprovou esse estilo, apesar de
parecer o contrário. Por outro lado, a Sundown já
mostrou e pretende lançar em outubro a STX 200
estilo Foto: Yamaha XTZ 250
supermotard.
Como a Yamaha já tem a XTZ 125 e a XTZ 660 é mais
provável que seja mesmo a XTZ 250 e a Sundown ficará
sozinha no segmento supermotard.
Desde que a Honda apresentou a Biz 125 fala-se no
incremento da Neo 115 para enfrentar a concorrência.
Na verdade, elas nem são concorrentes, pois são de
segmentos diferentes, enquanto a Biz é uma cub, com
câmbio seletivo, a Neo é um scooter de roda grande
com câmbio automático. Mas no Brasil tornam-se
concorrentes por falta de opções. O incremento para
135 daria um impulso nas enigmáticas vendas. Segundo
dados da Abraciclo – Associação Brasileira dos
Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas
e Bicicletas – em junho e julho não foi vendido
nenhum Neo! Embora tenham sido produzidas 773
unidades no período. Pode ser um sintoma de que
mudanças estão pintando por aí.
Desde que a Yamaha apresentou sua 250 injetada que o
mercado noticia e espera a chegada de uma Twister (e
Tornado) com injeção. Muitos leitores nos escrevem
informando que estão à espera dos lançamentos para
darem lance em consórcios. Má notícia: em 2007 tanto
Twister quanto Tornado continuarão carburadas e com
a mesma fachada. As duas motos juntas representam
46.500 unidades vendidas nos primeiros seis meses de
2006. E os atuais motores estão dentro dos limites
de emissões até 2009. Portanto, o sonho acabou,
podem esquecer uma Twister 300 injetada.
Porém no mesmo relatório da Abraciclo pode-se
observar um dado interessante. No item “produção”
aparecem modelos de motos feitos no Brasil, mas
vendidos exclusivamente no exterior. É o caso da CRF
230, que tem uma ótima aceitação no mercado
americano. Em seis meses foram produzidas 4.300
unidades desse modelo off-road que não tem farol,
nem lanternas nem piscas. É uma moto dedicada
somente a lazer e esporte. Para o mercado brasileiro
a Honda poderia equipá-la com itens de segurança e
teríamos um produto mais barato que a Tornado. Essa,
por sua vez, pode desaparecer da linha porque não
justificaria dois produtos tão próximos. Decerto que
essa 230 visa esfriar os ânimos da Sundown STC 200
fora-de-estrada. Parece que muito mistério ainda
precisa ser resolvido. Se a 230 for exclusivamente
para competição será a quarta motocross brasileira
depois da Yamaha MX 180 e das Agrale/Cagiva 125 e
250.
Desde o sumiço da CB 500 a Honda deixou um degrau
muito alto entre a CBX 250 e a Hornet 600. Entre
elas está a Falcon que não por acaso, teve um
disparo nas vendas em 2006. A Honda do Brasil tem
tudo para lançar uma 400 naked simples e barata,
como a CB 400SS vendida no mercado europeu. Ela tem
motor semelhante ao da Falcon, visual retrô,
fabricação simples e seria uma opção para quem não
gosta de motos “altas” estilo on-off road. A Falcon
já cansou! Tem o mesmo estilo desde o lançamento e
seu sucesso deve-se muito mais à falta de opção na
faixa intermediária do que pelas suas qualidades.
Uma nova 400/450 viria em boa hora. A CB 400SS seria
uma escolha, mas esbarra em uma característica do
nosso mercado: brasileiro gosta de modernidades e
esse estilo retrô nunca convenceu ninguém. Uma
possibilidade seria uma CB 400Four, mas qualquer
produto quatro cilindros teria seu preço muito
próximo ao da Hornet, correndo o risco de concorrer
internamente. Outra realidade bem brasileira é a
falta de dinheiro. Moto cara empaca mesmo e podemos
ter em breve até uma 125 com injeção eletrônica como
na Índia..
A Suzuki/J.Toledo se antecipou a apresentou sua
linha 2007 em março de 2006! Mas ainda podem surgir
novidades. A mais forte delas é a GSR 600, uma naked
que está arrebentando na Europa. Ela viria para
substituir a Bandit 650, ou mesmo incrementar a
linha das médias quatro cilindros. E se a filial
brasileira da Suzuki olhar para o mercado com
atenção verá que o nicho mais promissor é o da 250
cc. Ela tem duas versões muito interessantes: a
Intruder 250 japonesa, com dois cilindros em V para
brigar com a Sundown V-Blade e Kasinski Mirage 250,
ou a Marauder 250, com motor monocilíndrico como da
nossa velha Intruder, mais simples, barata e muito
bonita! Qualquer uma das duas teria aceitação
imediata aqui e chega a ser incompreensível o
desprezo da J.Toledo por esse segmento.
Entre as grandes marcas, a Ducati e Triumph estão
atualizando suas linhas lá fora e aqui dentro. A
Ducati será representada pelo Grupo Izzo, que tem
como marca registrada uma agressiva política de
vendas. Imagine uma Ducati Monster 695 a R$ 31.000,
mesmo preço de uma Honda Hornet 600, porém com o
apelo de esportividade tão forte quanto uma Ferrari.
Além da esportividade, a Ducati tem apelo de
exclusividade, só precisa reforçar a imagem quanto à
durabilidade. Triumph, BMW também devem anunciar
lançamentos e a Kawasaki, bem, essa marca
aparentemente está tão abandonada que só mesmo os
revendedores podem salvá-la.
Fonte: Site Moto Online |
www.motoline.com.br
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